ÚLTIMOS LIVROS QUE EU LI

Olá, pessoal! Estou de volta e venho compartilhar com vocês 5 das minhas últimas leituras. Este ano, finalmente, eu consegui voltar a ler com uma frequência razoável (quando o sono não me atrapalha haha) e estou bastante feliz com as leituras que fiz até agora. Mas pra este post escolhi apenas 5 deles e os outros eu pretendo trazer futuramente. Vamos a eles!

Quem é Você, Alasca? (John Green)

Livro que peguei emprestado com a Julyanna do blog Sonhos de Paris e está comigo há alguns consideráveis anos e só agora eu li. Não achei que eu fosse curtir a história. Tinha pego uns detalhes e outros por aí, mas quando li achei muito legal. Não a história em si, pra ser bem sincera, mas as reflexões sobre a morte e a vida após a morte que os personagens fazem. Um dos meus trechos favoritos é:
“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.”

Roube Como Um Artista (Austin Kleon)
Já tinha visto várias pessoas falarem bem desse livro e já fazia um tempo que eu tinha ele, mas ainda não tinha lido todo. Nas últimas semanas resolvi finalmente terminar. E roubar como um artista não é exatamente uma novidade pra mim. Sempre fui dessas que se inspira no trabalho de outras pessoas o suficiente pra perceberem que é uma referência, mas não o bastante pra ser uma cópia (porque isso sim é vacilo e é falta total de originalidade). No meu trabalho na internet e na música tenho e tive diversas referências e sou uma mistura de todas elas somadas às minhas vivências. Sobre o livro em si, é uma leitura bem rápida (se você não for enrolado igual a mim) e proveitosa. O conceito de “roubo” que o autor apresenta é super simples de compreender e se você conseguir aplicar, seu trabalho vai ser muito daora.O Milagre da Manhã (Hal Elrod)

Um dos livros que eu posso afirmar que mudou a minha vida. Mesmo. Ultimamente, depois de uma fase psicológica bem ruim, eu comecei a procurar maneiras de organizar melhor a minha vida, minhas tarefas e o meu tempo (pra não ficar refém dos pensamentos que estavam me fazendo mal). Mas antes de ler o livro eu já estava flertando com conceitos baseados nele. Foi assistindo ao canal da Dóris Baumer e alguns outros vídeos aleatórios que eu comecei a acordar mais cedo (7h30) e adotar uma rotina matinal que me ajudava a olhar pra mim mais atentamente. Nesse meio tempo eu estava flertando com o #5amclub, porém sem ter certeza de que eu teria coragem (ou mesmo vontade) de arriscar acordar tão cedo. Até que finalmente adquiri o livro O Milagre da Manhã e o Hal Elrod foi extremamente convincente sobre acordar mais cedo. Lá se vai pouco mais de um mês em que eu acordo às 5h de segunda a sexta e às 7h aos finais de semana. Não quero mais outra vida.

Outros Jeitos De Usar A Boca (Rupi Kaur)

Estava paquerando esse livro tinha um tempo. E sinceramente eu nem curto livro de poesias, mas tinha uma específica que eu gostava muito, mas nem sabia se estava nesse livro. Como encontrei uma cópia dele por 10 reias naquelas feiras de livros no Centro do Rio, resolvi dar uma chance. Comecei e terminei a ler na mesma viagem do Rio até Maricá. Achei o começo pesado, denso e triste. Mas outras poesias são extremamente verdadeiras, tocantes e a que eu mais me identiquei fala sobre arte e é essa:
sua arte
não é quantidade de pessoas
que gostam do seu trabalho
sua arte
é
o que o seu coração acha do seu trabalho
o que sua alma acha do seu trabalho
é a honestidade
que você tem consigo
e você
nunca deve
trocar honestidade
por identificação
– a todos vocês poetas jovens

Leia Isto Se Quer Ter Muito Sucesso No Instagram (Henry Carroll)

Já conhecia a existência desse livro há bastante tempo. Mas foi assistindo a um vídeo sobre fotografia (que não tinha relação direta com o livro, mas ele aparecia no fundo do cenário) que eu decidi que precisava ler. Especialmente porque fiquei muito perdida depois que fiz um feed organizado por cor no meu Instagram. Achei que precisava de umas dicas pra sair de onde eu estava e a leitura foi bastante proveitosa. Me deu um norte pro que eu tava fazendo e me fez parar de ter medo de arriscar. Mesmo que eu erre ou ainda não saia tudo como eu quero, a melhor maneira de aprimorar o que eu tô fazendo é fazer. Então voltei a publicar com certa frequência na minha conta do Instagram e estou com várias ideias. ♡
O que você está lendo? Já leu ou quer ler algum dos livros acima? Conta pra mim!
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A Arte de Pedir (Amanda Palmer)

No último post de favoritos eu citei o livro A Arte de Pedir (compre agora), da Amanda Palmer. Agora voltei pra falar mais sobre ele, dizer sobre o que exatamente ele fala, se eu realmente gostei ou não. Mas antes disso, vou explicar como eu cheguei até esse livro.

Não sei exatamente em que momento ou por que mas assisti à palestra da Amanda no Ted Talks e achei incrível o que ela falou em tão pouco tempo. Quando encontrei essa palestra, ela já não era exatamente uma novidade e o livro (do qual vim falar) já tinha sido lançado. E aí, como eu estava começando a aceitar algumas ideias pra fazer uma campanha minha no apoia.se, achei que seria bom ter o livro. Mas por que esse e por que ela? Você pode assistir ao vídeo abaixo ou pode ir direto pro próximo parágrafo pra saber.

Depois que se formou na faculdade, ela trabalhou como estátua viva. Pintava o rosto de branco, usava um vestido de noiva, subia num caixote e deixava um chapéu na sua frente. Sempre que alguém colocava dinheiro no chapéu, ela dava uma flor em troca. Ela também tinha uma banda (The Dresden Dolls), que em determinado momento passou a arrecadar dinheiro suficiente pra ela parar de trabalhar na rua.

A banda saiu em turnê e conseguiu contrato com uma gravadora. Mas por ter um estilo bem diferente do que tocava na rádio, foram parar na geladeira da gravadora. As vendas não corresponderam às expectativas da gravadora (cerca de 25 mil cópias do segundo álbum – o primeiro foi produzido de forma independente). No entanto, por ser ativa na internet, Amanda tem contato muito próximo com os fãs (pelo twitter e por uma lista de e-mail) e já estava habituada a pedir e contar com a ajuda das pessoas. Fosse pra pegar algo emprestado, pra se hospedar na casa de alguém… O que você puder imaginar. Então, ela liberava as músicas no estilo “pague o quanto quiser, se quiser” e os fãs colaboravam. Pra resumir a história, posteriormente ela lançou uma campanha de crowdfunding que arrecadou mais de 1 milhão de dólares. A parte curiosa é que o número de pessoas que colaboraram não era muito maior que 25 mil.

O livro conta todo o percurso dela nessa jornada que é ser artista independente (porque ela não ficou na gravadora, afinal), ter uma vida, medos, anseios e uma infinidade de experiências derivadas do contato com os fãs, da participação ativa na internet (que funciona para o bem e para o mal). Há fotos, letras de músicas e muitas menções sobre ukulele (o que eu gostei bastante). Não é um livro com passo a passo de como enriquecer pedindo dinheiro dos outros. Não é sobre enriquecer, não é sobre marketing e nem propriamente sobre pedir. É sobre conexão, sobre ajuda, sobre enxergar as pessoas e deixar que a sua arte fale.

Eu aprendi muita coisa lendo esse livro. Sobre relações amorosas, de amizade, de respeito. Me identifiquei muito com vários dilemas, medos e pensamentos da Amanda enquanto artista e enquanto pessoa. Pedir não é necessariamente fácil, e também não é errado. A gente consome arte o tempo todo e nem sempre dá o valor devido, né? Ser artista é profissão e pedir a colaboração das pessoas não é mendigar. Se a minha arte te toca e você quer fazer parte disso de alguma forma, é um acordo entre duas partes. E nem sempre se trata só de dinheiro. Vamos pensar nisso ♡

P.S.: Realmente gostei de muitos aspectos do livro, mas estou até agora tentando entender qual é a da música “Do You Swear To Tell The Truth & Nothing But The True So Help Your Black Ass“.

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FAVORITOS | Março 2018

O mês de março parece que durou metade de um ano pra mim. Aconteceu tanta coisa que parando pra pensar agora nem parece que tudo aconteceu em só um mês. Muita coisa boa, problemas de saúde e uma série bizarra de diálogos internos bem perturbadores que me afastaram da internet nas últimas semanas. Só de pensar minha cabeça gira, mas tô com bons sentimentos a respeito de abril! Separei cinco das minhas coisas favoritas do mês que passou (pra gente ficar só com o que foi bom) pra compartilhar com vocês. Vamos lá?

LIVRO: A ARTE DE PEDIR (AMANDA PALMER)
Desde que assisti à palestra da Amanda no TED e soube da existência desse livro, eu quis saber qual era. Especialmente pra dar um norte pra minha campanha no apoia-se. Pedir pra mim sempre foi uma questão meio complicada. Confiar e depender, então, nem se fala. E nesse livro ela vai abordando todas as nuances do confiar e do pedir contando a história dela e como tudo se deu especialmente no que diz respeito à campanha de crowdfunding dela e da relação super próxima com os fãs. Ainda não terminei de ler, mas pretendo escrever as minhas impressões sobre ele em breve aqui no blog. Tô curtindo demais a leitura.

9 MIL INSCRITOS NO CANAL
Logo nos primeiros cinco dias do mês o canal completou a marca de nove mil inscritos! Eu tenho fichas que demoram um certo tempo pra cair e essa foi a mais demorada. Eu divulgo e fico recebendo os parabéns dos amigos, mas demoro a realmente entender o que tá acontecendo. É claro que nove mil não é um número tão significante pra internet em dias atuais, mas são nove mil inscritos NO MEU CANAL. Aquele canal que eu comecei há alguns anos e que volta e meio repenso frequência, conteúdo, me pergunto o que raios tô fazendo da vida e nem imaginei lá nos primeiros mil que chegaria aqui hoje. Enfim, passam milhares de coisas pela minha cabeça. E tá rolando sorteio de um ukulele no meu Instagram, em parceria com a Lojalele. O resultado vai sair assim que o canal completar dez mil inscritos (e já tá quase lá).

DECORAÇÃO: PRINT DA NATH ARAÚJO
Já tem um tempinho que eu acompanho o trabalho da Nath Araújo pelo Instagram e nem lembro como foi que eu cheguei até ela, mas sei que amo as moças que ela desenha, as frases atrevidas, os deboches, os olhares blasé e as manchas de canetinha. Daí ela inaugurou uma loja virtual e eu pirei. Postei fotos de alguns prints de ilustras que EU AMO e dei uma chorada nos meus stories. Um amigo (que eu sei quem é, mas que pediu pra não ser identificado) achou que seria uma boa ideia me dar um dos prints de presente e me fez a garota mais feliz do Instagram! O print é a minha cara, btw (cheguei a considerar pintar o cabelo de loiro – mas não tenho coragem).

MODELO POR UM DIAAdoro quando me chamam pra umas coisas completamente diferentes da minha rotina. A Flávia Santos (que mora na minha cidade e a gente só se conheceu agora) é maquiadora e estava fazendo um curso de especialização em noivas e precisava de uma modelo. A experiência foi muito legal e eu nunca tinha sido tão bem maquiada em toda a minha vida! Amei o resultado.

TEATRO: O MUNDO MÁGICO DE OZ Acho que vou criar uma hashtag desse dia (#apoiemseusamigosartistas) porque me deu um estalo do quanto a gente “aprecia” arte quando parte de desconhecidos e desfavorece quando é de gente conhecida. A Beatriz Pedroso (a bruxinha indecisa) é minha melhor amiga e além de compartilhar sonhos, a gente também compartilha uma série de opiniões e reclamações. Uma delas é a falta de apoio da galera que a gente conhece. Ela atua (e faz mais um monte de coisas incríveis – sigam o Instagram dela) e eu canto e sempre que dá a gente se prestigia. Sim, é verdade que a vida tá corrida e tudo mais, mas se a gente não acha tempo pra celebrar o talento dos amigos tem alguma coisa errada. Então, apoiem seus amigos artistas! Seja indo assistir às apresentações, compartilhando o trabalho deles ou incentivando de alguma forma (comentários e likes são uma forma de apoio e incentivo também). Quanto ao musical, eu adoro! Um monte de crianças com os pais, eu e meu namorado, mas eu fico tão orgulhosa vendo minha amiga em cena que vocês nem imaginam.

Desejo que abril seja um mês lindão, cheio de coisas boas e que as que não forem tão boas a gente use de aprendizado pra melhorar todo dia. ♡


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