Uma lista de coisas que a gente sabe, mas não faz

Há alguns anos eu escrevi um post chamado “Coisas que a gente sabe, mas não faz” (leia aqui) em que eu falava de todas as vezes em que a gente procura nas pessoas conselhos que a gente não tem a menor intenção de seguir. E fica tentando encurtar a conversa dizendo “eu sei”, porque o que a gente quer é uma solução mágica, e não ter que se comprometer com as nossas próprias questões.

Grande parte das vezes em que a gente diz “eu sei”, a gente nem tá ouvindo de verdade, nem está entendendo de verdade, que se a gente aplicasse o que diz saber, muito provavelmente, a gente não estaria ouvindo uma coisa tão óbvia das outras pessoas.

Desta vez, eu vim trazer uma lista de coisas que a gente diz saber e nunca faz. E, ao final dessa lista, eu tenho um convite pra você. Vamos lá?

✳︎ Comer e dormir melhor
✳︎ Atividade física
✳︎ Evitar redes sociais ao acordar e antes de dormir
✳︎ Parar de stalkear gente que não presta
✳︎ Beber mais água
✳︎ Tomar sol
✳︎ Parar de falar mal dos outros
✳︎ Praticar mais os nossos hobbies
✳︎ Terapia
✳︎ Dizer não
✳︎ Agir em vez de ficar pensando demais
✳︎ Organizar “aquela” gaveta
✳︎ Praticar gratidão
✳︎ Sair só para dar uma volta
✳︎ Socializar
✳︎ Definir um horário razoável de trabalho (se você pode)
✳︎ Não entreter pensamentos catastróficos
✳︎ Pedir ajuda quando precisa
✳︎ Pensar antes de agir (sair do automático)
✳︎ Planejar a semana

Escolha 3 coisas dessa lista para fazer consistentemente até o final do ano e depois volta aqui pra me contar como foi. Promete?

Acompanhe meu trabalho gratuitamente pelas redes sociais e fique por dentro das novidades, publicações e projetos.
Instagram | YouTube | Substack | Spotify
Deixe seu comentário

Que você encontre a coragem para enfrentar o processo

Você está tão preocupada em chegar do outro lado que não consegue curtir o processo?

Eu sei que o processo nem sempre é fácil e gostosinho, mas é nele que você desenvolve quem precisa ser para bancar ter os seus sonhos realizados.

Encarar os desafios diários é como um ensaio para o que você quer realizar e regular sua lente (percepção) para enxergar o melhor da vida.

E aí, você está disposta a enfrentar o processo?

Entre você e o que você quer existe um caminho

Esse caminho precisa ser percorrido, porque dificilmente ele vai ser encurtado a troco de nada.

Tudo tem um preço. Ainda que esse preço não seja pago em dinheiro.

E, neste caso, o preço é o seu tempo, a sua ação, a sua atenção e o seu “esforço”.

Você pode ter um objetivo sem necessariamente conseguir perceber a trilha que vai te fazer sair de onde você está para onde você quer ir.

Mas não é permanecendo no mesmo lugar que você vai encontrar essa trilha.

A sua ação, ainda que mínima, é necessária para reduzir a distância entre você e o que você deseja.

Eu queria muito te dizer que as coisas acontecem o tempo todo como mágica, mas não é assim que funciona.

Louise Hay diz no livro “Você Pode Curar Sua Vida” que não adianta nada você estar no quarto e desejar estar na sala da sua casa sem se deslocar de um cômodo até o outro.

Podemos pular para a parte boa?

Não temos como ter garantias de que o nosso esforço vai realmente nos levar para o destino que imaginamos.

E também não temos como evitar todos os desafios do caminho e pular direto para a parte boa.

1º – porque não teríamos aprendido o necessário para bancar o “peso da vitória”.

As decisões que essa posição na vida pode demandar dependem de um conhecimento que se adquire com a experiência;

2º – porque a nossa visão e aquilo que a gente deseja amadurecem durante o processo.

O que você quer hoje pode se transformar em algo completamente diferente no meio do caminho.

Você precisa percorrer o caminho para desenvolver (na prática) a clareza do que você quer.

É no caminho que você desenvolve a sua perspectiva para enxergar outras possibilidades que quem você é e onde você está hoje não te permitem perceber.

Mar calmo nunca fez bom marinheiro

E o millennial que ama fazer piada autodepreciativa vai dizer:

– Eu não quero ser marinheiro.

Mas a vida não se importa com o que você quer ser.

Ela vai te dar o que você precisa aprender.

Independente de onde você queira chegar, você vai ter que enfrentar o mar aberto.

E isso significa aproveitar os bons dias e encarar os maus.

Você pode abandonar o barco, se jogar sem colete salva-vidas, andar sobre as águas (se você for bichão) ou segurar sua onda e assumir o leme.

Você está disposta a enfrentar o processo?

A disposição para enfrentar o processo é mais mental do que qualquer coisa.

Você já reparou que quando você age com confiança, mesmo que as coisas não aconteçam como você quer, o resultado tende a ser melhor do que quando você se desacredita?

Por que não usar essa informação a seu favor?

Por que não começar a se dizer que você consegue sim lidar com o que aparece no seu caminho?

Por que não romantizar a vida?

Eu, particularmente, acredito que há benefícios em encarar a vida como um filme em que você é a personagem principal.

É uma coisa que eu passei a chamar internamente de “sim, e…?”

Como se a vida fosse um grande espetáculo de improviso e eu preciso pensar rápido em como lidar com aquela informação e situação para manter o fluxo da cena.

Você não vai viver para sempre

A vida vai acontecer no pique brincadeira de criança: “prontos ou não, aí vou eu”.

A nós cabe decidir o que vale a pena fazer nesse meio tempo em que estamos aqui.

Seu lugar atual na vida está confortável? Está gostosinho? Se está, este conteúdo não é para você.

Mas se não está, a responsabilidade de sair desse lugar é sua.

Você não vai viver para sempre. Você não tem todo o tempo do mundo.

“Nada está parado; tudo se move; tudo vibra.” – O CAIBALION

A vida vai passar de todo o jeito.

Que você encontre a coragem para enfrentar o processo que vai te levar na direção que você realmente deseja ir.

Conte comigo para te ajudar a se inspirar nessa jornada. <3

Acompanhe meu trabalho gratuitamente pelas redes sociais e fique por dentro das novidades, publicações e projetos.
Instagram | YouTube | Substack | Spotify
Deixe seu comentário

Como sair de dentro da sua cabeça

Você já se pegou apática, se afundando em um mar de pensamentos confusos, mas sem saber o que fazer?

Nesses momentos o que você mais quer é que alguém te apresente uma solução mágica, que te tire de vez desse caos que a sua cabeça se tornou. Você espera que uma mão amiga que te puxe para fora do buraco que você se enfiou com a esperança de não voltar mais para lá.

Mas, se o caos é interno, ele não vai se resolver de fora para dentro. Por mais que a solução (real, não mágica) e a mão amiga apareçam, aceitar ajuda e se assegurar de que você não fique mais presa no buraco é uma responsabilidade sua.

Eu sei que pode ser doloroso, mas você não vai poder evitar para sempre ter que fazer o trabalho interno.

Neste artigo, eu trago algumas dicas de como você pode começar a se encontrar no meio do caos interno. Vamos lá!

1) Escreva um diário

Eu sou a maior defensora da ideia de você começar a se contar a sua própria história (como a Lucy de “Como se fosse a primeira vez”).

Nada melhor para entender o que está se passando na sua cabeça e no seu coração do que se dar a chance de encontrar as palavras para descrever como você está sentindo.

Sou fã do diário de papel, mas você pode ter na versão que quiser, desde que se dê a oportunidade de transformar seus pensamentos em um retrato da sua alma.

2) Observe-se

Esse é o passo seguinte do primeiro item, mas você nem sempre precisa tomar nota disso (embora isso se torne inevitável com o tempo).

Preste atenção à forma como você se sente diante de pessoas e situações. Preste atenção no impacto que as coisas têm sobre você. Um filme, um livro, uma música, uma ideia, uma notícia… Como você se sente?

E como você reage? O que te faz sorrir? O que te faz chorar? O que te dá raiva?

Use suas respostas para escolher o máximo possível as coisas, pessoas e conteúdos que têm acesso a você. Talvez você não possa filtrar tudo, mas o que puder já vai fazer uma grande diferença.

3) Converse consigo mesma

No chuveiro, na frente do espelho, no seu diário…

Falar consigo mesma não é a mesma coisa que falar sozinha. Isso, é claro, desde que você não esteja falando coisas sem prestar atenção (acontece também).

Preste atenção ao que você diz, diga o que sente vontade de dizer e o que sente vontade de ouvir também. Dedique atenção a si mesma. Esteja presente para si mesma e se faça companhia.

Tenho certeza que você vai descobrir que é muito mais legal do que imagina e do que se dá a chance de perceber se preenchendo de coisas que não suas e de pessoas que não são você.

Comece pequeno. Meu convite é: faça simples para fazer sempre. Comece se observando e, se necessário, procure ajuda profissional. E, acima de tudo, assuma a responsabilidade por si mesma. Você chegou até aqui. Você consegue.

✳︎ Conte nos comentários, como você costuma lidar com o caos interno quando ele acontece.

Acompanhe meu trabalho gratuitamente pelas redes sociais e fique por dentro das novidades, publicações e projetos.
Instagram | YouTube | Substack | Spotify
Deixe seu comentário